11.04.15

Trip Tips: Malta

Durante a Páscoa, aproveitamos que por aqui é feriado na sexta e na segunda, e fomos conhecer um país novo: Malta, uma ilha minúscula que fica perto da Sicília, entre a Europa e a África. Decidimos ir para lá depois de lermos uma reportagem sobre os locais de filmagens de Game Of Thrones. Eu fiquei viciada total nessa série no final do ano passado (tanto que vi as quatro temporadas em algumas semanas rs), comecei a ler tudo o que sai sobre ela e, numa dessas leituras, encontrei essa reportagem que falava de Malta. Dei aquele Google Images básico e, na mesma hora, já bateu aquela vontade enorme de conhecer.Malta 47

Como Chegar: saindo daqui de Londres, são três horinhas de voo até lá. Fomos de Malta Airlines (saindo de Heathrow) e voltamos de Ryanair (pelo aeroporto de Luton).

O Que Fazer: como ficamos três dias e meio por lá, procurei um roteiro de três dias em alguns blogs de viagem e encontrei encontrei um muuuito bom nesse site AQUI. Acabamos fazendo basicamente a sequência proposta nele. Uma dica valiosa é alugar um carro por lá. Nós não alugamos porque não sabíamos que tudo era longe, então acho que teria valido super a pena ter pego um carro logo no primeiro dia.

Dia 1 – Valletta & Sliema / St Julians

A capital, Valletta, é provavelmente o lugar mais óbvio para começar. Com toda a cidade declarada Patrimônio Mundial da UNESCO, andar pelas ruas é como andar por um museu a céu aberto.
Vale a pena caminhar pela Rua República até a St John’s Cathedral, uma das igrejas mais bonitas que eu já vi, com o seu interior todo dourado e o chão de mármore. Saindo da Catedral, fomos para o mercado ao ar livre na Rua Merchants.
Depois disso, fomos para o Barrakka Gardens, um lugar maravilhoso com uma vista de cair o queixo.
Na parte da tarde, vale a pena pegar um ferry de Marsamxett para Sliema, hotspot mais moderna de Malta para fazer compras e conhecer alguns cafés. Várias viagens e passeios partem daqui, incluindo o hop on hop off Malta Sightseeing Tours e vários cruzeiros. Outro passeio que vale a pena é para Three Cities. O porto de lá é lindo!
À noite, fomos jantar em St Julians, um bairro mais boêmio, cheio de bares e restaurantes. Comemos no Peperoncino e eu achei a comida de lá muuuito boa.

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Dia 2 – Gozo

No nosso segundo dia, fomos para Gozo, uma ilha que fica pertinho de Malta. Fomos para Cirkewwa bem cedinho (é uma cidadezinha que fica do lado oposto da ilha) e pegamos um ferry que passava pela ilha de Comino, onde conhecemos a Lagoa Azul e depois fomos para o Porto de Mgarr, em Gozo. Chegando lá, pegamos um ônibus para a capital de Gozo, Victoria, ou Rabat, como é mais conhecida pelos moradores.
Na praça principal de Victoria há um mercado diário de venda de todos os tipos de coisas. O lugar também é cercado de lojinhas que vendem artesanato. Saindo da praça, fomos até Cittadel, a cidade murada medieval de onde é possível ter uma vista de 360 ​​graus de toda a ilha.
Infelizmente, apesar do sol, não pegamos calor por lá, mas se o tempo tivesse permitido, teríamos ido até Ramla Bay para um mergulho. Ramla Bay é conhecida pela areia areia laranja escuro. Ali por perto também fica Dwejra com sua Janela Azure, acho que um dos pontos mais fotografados das ilhas maltesas. É realmente impressionante a beleza desse lugar e ele rende fotos incríveis!
No final do dia, pegamos o Ferry de volta para Malta e fomos jantar em Rampila, que fica em Valletta, outro restaurante que amamos e com uma área externa super romântica.

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Dia 3 – Marsaxlokk & Mdina

No nosso terceiro dia, começamos cedo para termos tempo de conhecermos Marsaxlokk, uma vila de pescadores com um mercadinho/feirinha, e depois Mdina, a antiga capital de Malta.

Em Marsaxlokk é possível comprar produtos locais frescos (principalmente peixes e frutos do mar) e artesanato feito à mão, e por isso é ideal para a compra de souvenirs. Eu acabei não comprando nada, mas vi umas toalhas e jogos de mesa maravilhosos. O mercado fica em volta do porto e por isso o cenário é bem bonito, cheio de barquinhos coloridos (barcos de pesca tradicionais) de Luzzu subindo e descendo do porto de Marsaxlokk. Uma dica boa é aproveitar os peixes frescos do dia e almoçar em um dos restaurantes locais. Nós fomos no Tartarun e adoramos.
Saindo de lá, nós fomos para a Gruta Azul para fazemos um passeio de barco pelas cavernas. Também ali na área ficam os megálitos de Mnajdra e Hagar Qim, e mais abaixo na estrada ainda é Ghar Lapsi, uma caverna com duas praias rochosas onde dá para fazer mergulho (dizem que é incrível). O nosso único problema foi que, chegando lá, descobrimos que a gruta estava fechada e os barquinhos não estavam fazendo o passeio :(
Depois desse passeio furado, fomos para Mdina, a antiga capital de Malta. É uma cidadezinha linda e toda murada. Bem medieval! Vale a pena ir para lá mais no final do dia e aproveitar para jantar por ali, já que a cidade é cheia de restaurantes super charmosos.

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Dicas de Hospedagem: Nós pegamos um desconto super bom no booking.com e ficamos no Grand Hotel Excelsior, que fica muito bem localizado, logo na entrada principal de Valletta. O hotel tem uma estrutura bem boa de SPA e restaurane, além de uma vista privilegiada.

 

06.03.15

Trip Tips: Sintra e Queluz

Esse post é uma continuação daquele com as dicas de Lisboa. Vou falar um pouco sobre o nosso roteiro no segundo dia em Portugal e também mostrar algumas fotos (a maioria eu já coloquei no meu IG @mariliadiccini)

Bom, o Emídio, um dos taxistas que pegamos no sábado, perguntou se íamos para Sintra e se ofereceu para levar a gente até lá. A princípio, a ideia era fazer essa mini viagem de trem (são 40 km de Lisboa para Sintra), mas ficamos com medo de nos atrapalharmos e perdermos o voo de volta para Londres, por isso achamos melhor (e menos arriscado rs) fechar com ele (vou deixar o contato dele no final do post). Ele nos buscou cedinho no hotel e depois, no final do dia, já deixou a gente direto no aeroporto. Ou seja, deu super certo! Já saímos de manhã com as nossas bagagens e deixamos tudo no carro durante os passeios.

Começamos o nosso dia por Queluz, uma cidade que fica entre Lisboa e Sintra. Foi sugestão do Emídio passarmos por lá pois, como foi onde nasceu e morreu Dom Pedro I, tem muita informação sobre história do Brasil. O Palácio Nacional de Queluz foi construído no século XVIII e servia como recanto de verão da família real portuguesa. A construção é naquele estilo bem rococó (acho lindo) e os jardins lembram um pouco o de Versalhes, só que em tamanho beeem menor. Fiquei apaixonada por esse palácio! Algumas fotos:

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Saindo de Queluz, seguimos para Sintra. Chegando lá, paramos no centrinho da cidade para comer os famosos travesseiros, um docinho com recheio de ovo super famoso e tradicional de Sintra (uma delícia!). Nós comemos na Piriquita, uma casa bem conhecida que fica numa das ruelas principais da cidade.

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Depois dessa paradinha rápida, fomos para o Palácio da Pena. O Palácio da Pena também é muito bonito e bem extravagante. Ele é uma miscelânia de estilos (neogótico, neo islâmico, indiano, etc) por isso acaba sendo super peculiar. Além disso, como ele foi construído no topo de uma serra, a vista de lá é incrível! Uma dica: vale a pena checar a previsão do tempo antes de ir para lá, porque uma amiga me contou que foi em um dia meio nublado e não conseguiu ver quase nada de lá de cima.

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Na volta para Lisboa, passamos por Cascais, que é uma cidade de praia super bonita, e paramos no Cabo da Roca para tirar algumas fotos. O Cabo da Roca é o ponto mais ocidental da Europa. O lugar é incrível, mas o vento é surreal! Fiquei morrendo de dor de cabeça de ter ficado cinco minutos olhando o mar:

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Depois disso, fomos direto para o Aeroporto e voltamos para Londres.

Ah, vou deixar aqui o contato do Emídio, o taxista super gente boa que foi nosso guia: +351 925 979 795. Ele faz vários outros roteiros por Portugal (Óbidos, Porto, Fátima, etc). Sobre valores, pagamos 110 Euros nesse trajeto Lisboa – Queluz – Sintra – Cascais. Se a gente tivesse optado por fazer só Sintra de trem, acho que teríamos gastado 70 Euros entre passagens de trem e táxi para o aeroporto, então achei que valeu super a pena.

13.02.15

Trip Tips: Day Trip para Cambridge

No último domingo, resolvemos aproveitar o céu azul e, mesmo com uma mega friaca, deixamos a preguiça (e a TV) de lado e fizemos um bate e volta para Cambridge. Já postei algumas fotos desse day trip no meu Instagram (@mariliadiccini), mas aqui vai um resumão do nosso dia!

Apesar de já estar por aqui há dois anos e meio, eu nunca tinha ido para lá (o que é uma vergonha!), mas estava com esse passeio na minha listinha de To Dos para 2015. Confesso que depois de ter assistido o filme A Teoria de Tudo fiquei com mais vontade de conhecer a cidade e acho que foi por isso que acabei indo rs. O meu plano era ir bem cedinho, mas meu marido é enrolaaaado (e dorminhoco) e acabamos saindo de casa meio tarde, por volta de 10:30 da manhã.

Com Chegar: Cambridge é super pertinho de Londres (80 km) e uma opção muito boa de day-trip para quem vai ficar aqui vários dias ou já conhece bem a cidade e quer explorar um pouco o interior da Inglaterra. Nós pegamos um trem na estação de metrô Kings Cross e em 45 minutos já estávamos lá (também há trens que vão para Cambridge saindo da estação Liverpool Street, mas Kings Cross tem mais opções de horário e está na mesma linha de metrô da nossa casa, ou seja, bem mais fácil pra gente). Os tíquetes de trem custaram mais ou menos 16 libras (ida e volta) para cada um. Eu comprei um dia antes pela internet, mas acho mais fácil comprar direto no guichê porque o site é meio confuso.

King’s Cross Station Western Concourse.  Architect: John McAslIMG_4914

O Que Fazer em Cambridge: Apesar de ser uma cidade pequena, tem bastante coisa para fazer em Cambridge. Inclusive, acho preferia ter pego um hotel e passado o final de semana, porque a cidade é bem gracinha. Algumas atrações turísticas:

– Passeio de Punting (os puntings são barquinhos que lembram as gôndolas venezianas): um dos passeios mais turísticos da cidade é o tradicional passeio de barco pelo rio Cam. Achei que esse passeio vale super a pena (apesar de ser bem carinho: 18 libras por pessoa), porque os guias são bem bacanas e explicam muita coisa sobre a cidade e os sobre os Colleges (prédios da universidade). Também é possível alugar o barquinho e se arriscar nas manobras, mas eu não recomendo porque tem que ter uma certa técnica para conseguir pilotar e vi algumas pessoas passando perrengue (e batendo em outros barcos hahah).

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– Colleges: quando a gente fala em Cambridge, automaticamente já relaciona a cidade à universidade. E é mais ou menos isso mesmo, Cambridge respira a vida acadêmica e o que a gente mais vê por lá são estudantes. A Universidade de Cambridge é uma escola muito importante e prestigiada. Em 2006, foi eleita a segunda melhor universidade do mundo, ficando apenas atrás de Harvard. Por lá, passaram inúmeros alunos ilustres, como Isaac Newton, Stephen Hawking e até o Príncipe Charles, entre outros. Uma curiosidade que o nosso guia do Punting nos contou é que a Universidade de Cambridge é a escola com o maior número de prêmios Nobel no mundo: ao todo, 82 alunos foram premiados ao longo dos anos.

Bom, agora falando sobre os colleges, como contei ali em cima, eles são os prédios que compõem a universidade. Ao todo, são 31 espalhados pela cidade. Os prédios tem uma arquitetura incrível e são super bem cuidados, com direito a jardins e tudo mais. Acredito que quase todos são abertos para visitação, mas, dependendo da época do ano (período de provas, por exemplo), eles ficam fechados. Alguns não cobram nada pela visita e em outros é preciso pagar uma taxa simbólica. Nós acabamos conhecendo dois colleges: o Trinity, que é o principal (e mais rico dos colleges) e o St John’s, que eu achei o mais bonito. O King’s College também é super famoso e o prédio é lindo por fora, mas estava fechado para visitação no domingo.

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– Mercado Central: na pracinha central da cidade (Market Place) tem uma feirinha bem legal de comidinhas e artesanato. É outra atração da cidade que vale a pena conhecer.

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– Fitzwilliam Museum: Cambridge também tem um museu bem bacana, o Fitzwilliam Museum. Infelizmente, como nosso tempo estava apertado, não tivemos tempo para entrar e acabamos só passando pela frente dele. O prédio é maravilhoso e super imponente. Pelo que eu pesquisei depois, lá dentro é possível encontrar obras de Monet, Rubens, Degas, Cézanne, Renoir, Picasso, etc

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Dicas de Restaurante: na rua central da cidade, a St Andrew’s Street, exitem muuuitas opções de restaurantes e cafés. Vi vários do tipo rede (que também estão aqui em Londres), como Nando’s, Byron, Côte Brasserie, Café Rouge, EAT, All Bar One etc. Me falaram bem da comida do The Eagle Pub e também do restaurante que fica no Hotel du Vin. A gente optou por comer depois que o sol tivesse ido embora, lá por volta das 5 da tarde, então acabamos comendo um hambúrguer no Byron mesmo.

Me empolguei super com essa mini viagem porque Cambridge é realmente muito bonitinha. Agora quero conhecer outras cidades que ficam aqui perto de Londres. Estou planejando passar um final de semana em Oxford daqui alguns dias :)